A receita total somou 4,78 bilhões de euros no trimestre, alta de 14% sobre o mesmo período do ano passado. Em moeda constante, que exclui o efeito das variações cambiais, o crescimento foi de 15%, segundo a companhia. A receita Premium, de assinaturas, avançou 15% em euros — ou 16% em moeda constante —, para 4,33 bilhões de euros, impulsionada pelo aumento de assinantes e pelo tíquete médio por usuário. A receita com publicidade cresceu 1% em euros — ou 3% em moeda constante —, para 446 milhões de euros.
O Spotify encerrou o trimestre com 300 milhões de assinantes do plano Premium, alta de 9% em um ano e a primeira vez que a base ultrapassa essa marca. Os usuários ativos mensais somaram 777 milhões, crescimento de 12% na comparação anual.
A margem bruta chegou a 33,4% no trimestre, alta de 1,9 ponto percentual sobre o mesmo período de 2025 — o maior patamar trimestral já registrado pela companhia, segundo o balanço. O lucro operacional somou 655 milhões de euros, avanço de 61% em um ano, com margem operacional de 13,7%, ante 9,7% um ano antes.
Os investimentos (capex, os gastos em máquinas, tecnologia e infraestrutura) somaram 21 milhões de euros no trimestre, mais que o dobro dos 10 milhões de euros do mesmo período de 2025. O aumento acompanhou despesas maiores com marketing e com computação em nuvem e inteligência artificial, direcionadas a iniciativas de crescimento, segundo a companhia.
O Spotify não divulga neste balanço uma métrica específica de dívida líquida. As Notas Permutáveis, título de dívida no valor de 1,458 bilhão de euros em 31 de dezembro de 2025, foram totalmente quitadas no primeiro trimestre de 2026, e o saldo estava zerado em 30 de junho. O caixa, os equivalentes de caixa e os investimentos de curto prazo somavam 9,4 bilhões de euros ao fim do trimestre.
O fluxo de caixa livre, métrica que não segue as normas contábeis internacionais e mede o caixa operacional após investimentos, somou 797 milhões de euros no trimestre, alta de 14% em um ano. A companhia recomprou US$ 662 milhões em ações próprias no ano até 3 de agosto, aumento de 30% sobre o mesmo período de 2025.
