Especialistas apontam que cenário competitivo favorece esse movimento. Segundo a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), os marketplaces concentram 78% das vendas do comércio eletrônico brasileiro, aumentando a pressão por preços e dificultando a competição baseada apenas em descontos.
Lojas físicas ganharam importância na estratégia das varejistas. Além das vendas presenciais, elas passaram a funcionar como centros de distribuição, pontos de retirada de produtos e canais de relacionamento com os consumidores, reduzindo custos logísticos e aumentando a integração entre os canais físico e digital.
O ponto físico deixou de ser só um local de venda. Hoje, precisa gerar experiência, relacionamento e conveniênciaThiago Carvalho, assessor da FecomercioSP
Crédito fortalece os ecossistemas
Resultados também reforçaram peso das operações financeiras para o setor. O Mercado Livre informou que consumidores que utilizam simultaneamente o marketplace e o Mercado Pago geram maior frequência de compras e ampliam a rentabilidade do ecossistema.
Varejistas brasileiras seguem estratégia semelhante. Operações como Luizacred, MagaluPay e Realize ampliam a oferta de crédito, fortalecem o relacionamento com os clientes e ajudam a sustentar a rentabilidade em um ambiente de maior competição no varejo.
