Farinha de trigo espelta: conheça essa alternativa ancestral ao trigo comum

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Farinha de trigo espelta: conheça essa alternativa ancestral ao trigo comum

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Originária do Oriente Médio, a espelta é um grão ancestral, da família do trigo comum. Nos dias de hoje, a farinha de trigo espelta vem ganhando atenção devido aos benefícios que traz à saúde: o grão é rico em proteínas, fibras e minerais, e chama atenção por possuir uma tabela nutricional mais vantajosa que a do trigo.

Diferente do parente mais famoso, a espelta possui uma casca protetora extremamente dura, que afasta pragas e insetos. Essa casca se mantém intacta durante a colheita, preservando os nutrientes. Por outro lado, ela dificulta o processo de processamento do cereal, pois é necessário se livrar dela antes de moer o grão.

Tanto a espelta quanto o trigo possuem glúten em sua composição, mas na espelta a ligação molecular entre as proteínas que formam o glúten são bem mais frágeis, o que facilita a digestão por quem tem alguma sensibilidade leve ao glúten. Mas, de todo modo, nenhuma das farinhas é indicada para celíacos.

Com seu gosto levemente adocicado, a farinha de trigo espelta pode ser usada no preparo de massas, bolos, pães, pizzas e biscoitos para substituir a farinha comum. Ela traz um sabor que remete às nozes e tende a deixar as massas mais úmidas e densas. Também é possível usá-la como espessante, para engrossar o caldo de sopas e molhos.

Benefícios do trigo espelta

A ingestão da farinha de espelta pode melhorar o funcionamento do intestino. O grão é rico em fibras, que equivalem a cerca de 8% a 10% de sua composição. Elas nutrem as bactérias boas do intestino e ajudam a regular o seu funcionamento, além de combater problemas como a prisão de ventre, gases, cólicas, diarreia e inchaço.

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Ela é um carboidrato complexo, o que beneficia o controle do índice glicêmico do corpo durante a digestão. As suas fibras formam um gel dentro do corpo, o que retarda a absorção da glicose, evitando picos de açúcar no sangue.

Essas fibras também ajudam a preservar a saúde cardiovascular: elas reduzem a absorção de colesterol ruim (LDL), e aumentam a absorção do colesterol bom (HDL). Ômega-3, ômega-6 (ácidos graxos essenciais) e antioxidantes que protegem o bom funcionamento do coração também estão presentes na espelta.

O fósforo e as proteínas (15% a 17% da composição) presentes no cereal fortalecem os ossos, os músculos e ajudam a manter uma pele saudável. Também estão presentes vitaminas do complexo B. A espelta ainda é rica em ferro e cobre, auxiliando na prevenção da anemia e na cicatrização de feridas.

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História da espelta

Considerada uma das primeiras espécies domesticadas para o consumo humano, os rastros mais antigos do seu cultivo datam de cerca de 8 mil anos atrás. O cereal foi amplamente cultivado na Europa a partir da Idade do Bronze (entre 3.300 a.C. e 1.200 a.C) e foi base da alimentação na região durante o período medieval (entre os séculos V e XIV).

Durante a Revolução Industrial (século XVIII), o cultivo de espelta perdeu força em prol da plantação de seu “primo”, o trigo mais comum atualmente, que apresentava um rendimento maior e era facilmente moído, facilitando a produção em larga escala. As duas espécies são parentes muito próximas, algo explícito no nome científico: a espelta é Triticum spelta, enquanto o trigo mais encontrado hoje em dia é o Triticum aestivum.

Nos últimos tempos, o interesse por alimentos menos processados vem crescendo, e a espelta recuperou sua popularidade.

Além dos benefícios à saúde, o consumo de espelta também ganhou adeptos que buscam produtos mais sustentáveis para o meio ambiente: o grão é bem mais resistente que o trigo comum – em grande parte devido à sua casca – o que permite que ele se desenvolva em solos mais pobres, usando menos água, e sem a necessidade de pesticidas e fertilizantes sintéticos.